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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Bispo do Rosário Associação Cultural (BRASS)

A Bispo do Rosário Associação Cultural (BRASS) atua como uma das instituições mais importantes da Zona Oeste do Rio de Janeiro ao apoiar o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (mBrac) e promover práticas de arte, cultura, educação e saúde mental no território histórico da Colônia Juliano Moreira, na Taquara, em Jacarepaguá. A associação desenvolve projetos que integram criação artística, memória social e cuidado psicossocial, atendendo pessoas em vulnerabilidade e fortalecendo o diálogo entre arte e direitos humanos. Um território marcado pela história e ressignificado pela cultura Instalada dentro do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (IMASJM), antiga Colônia Juliano Moreira — um dos maiores complexos manicomiais do país — a BRASS atua em um espaço onde memórias de sofrimento, exclusão e violência institucional convivem hoje com práticas culturais, educativas e de inclusão social. O museu preserva mais de 800 obras de Arthur Bispo do Rosário, artista sergipano que transformou sua vivência no manicômio em um legado artístico singular, reconhecido no Brasil e no mundo. Um museu vivo que preserva, educa e transforma O mBrac desenvolve suas ações em três eixos centrais: 1. Acervo Preserva, estuda e difunde as obras de Arthur Bispo do Rosário, além de um amplo patrimônio documental sobre a história da psiquiatria no Brasil e a própria Colônia Juliano Moreira. 2. Exposições Organiza duas mostras por ano nas quatro galerias da sede e no Polo Experimental. As exposições exploram temas contemporâneos e dialogam com o pensamento crítico sobre arte, território e saúde mental. 3. Polo Experimental de Convivência, Educação e Cultura Promove oficinas, mediações, ações educativas, rodas de convivência e programas de formação voltados a crianças, jovens, adultos e moradores das residências terapêuticas. O Circuito Cultural Colônia integra visitas ao Centro Histórico Rodrigues Caldas, ao Pavilhão 10, onde Bispo viveu e criou parte de sua obra, e ao Polo Experimental, permitindo ao visitante compreender a relação entre arte, memória e território. A BRASS e sua missão de inclusão social A BRASS desenvolve ações continuadas que ampliam a autonomia, a renda e a qualidade de vida de moradores da Colônia e pessoas em sofrimento mental. Seus programas apostam na economia criativa, na geração de renda, na formação profissional e em práticas comunitárias que integram arte, cuidado e cidadania. A associação foi contemplada em chamadas públicas e editais dedicados à saúde, cultura e direitos humanos, incluindo o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, promovido pela Fiocruz. Linha do tempo: como o museu se transformou A história do museu reflete a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil: Cada mudança de nome evidencia a virada histórica: do silenciamento manicomial ao reconhecimento da criação artística e dos direitos das pessoas em sofrimento mental. O Pavilhão 10 e a cela de Bispo: memória viva do manicômio O Pavilhão 10 é o único remanescente do antigo Núcleo Ulisses Vianna, onde homens considerados agitados eram trancados em celas-fortes. Bispo transformou essas celas em espaço de criação. Ali ele bordou estandartes, reuniu objetos, construiu peças e desenvolveu sua missão artística — uma tentativa de representar o mundo para o dia do Juízo Final. Obras de recuperação do Pavilhão estão em andamento para transformá-lo em um espaço expositivo permanente dedicado à memória do passado asilar e ao processo criativo de Bispo. Quem foi Arthur Bispo do Rosário Nascido em 1909, em Japaratuba (SE), Bispo teve passagem pela Marinha, foi pugilista e trabalhava como vulcanizador. Após experiências místicas, foi internado e passou grande parte da vida na Colônia Juliano Moreira, onde criou sua obra monumental com linhas desfiadas de uniformes, objetos do cotidiano e materiais reciclados. Mesmo marginalizado por raça, pobreza e sofrimento psíquico, Bispo subverteu o espaço manicomial e produziu uma das obras mais potentes da arte contemporânea brasileira. Morreu em 1989, deixando um legado artístico e político que inspira debates sobre saúde mental e cidadania. Exposições de destaque Quilombo do Rosário (2018) A mostra reuniu artistas negros e dialogou com ancestralidade, território e antirracismo. O destaque foi um mapa da África feito por Bispo, apresentado pela primeira vez. Paredes da Minha Casa – Experiência B (2014) Residência do artista Daniel Murgel no Polo Experimental. Criou tijolos com terra do próprio território e ergueu uma obra coletiva e colaborativa, hoje transformada em “ruína programada”. Participação no Plano Integrado de Saúde nas Favelas O projeto Arte, Horta & Cia, desenvolvido pela BRASS, teve impacto direto na comunidade ao unir arte, saúde mental e sustentabilidade. Resultados: O projeto mostrou como a arte e o cuidado podem caminhar juntos na Defesa da vida, promovendo vínculos, autonomia e saúde integral. Comunicação e presença digital E-mail: contato@museubispodorosario.com Telefone: (21) 3432-2402 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial

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Nossa Gente Negra: ‘Tradução’ do Black Pantera mostra quando o amor materno se torna ato político e linguagem de sobrevivência

O Black Pantera é o eixo central da edição 2025 do projeto Nossa Gente Negra, da ComCausa Defesa da Vida. Desde 2020, a iniciativa trata a memória não apenas como lembrança, mas como território de disputa simbólica: registrar histórias, afetos e trajetórias negras é também afirmar existências, questionar hierarquias e ampliar o horizonte da representatividade. Nesse contexto, a série de análises das músicas da banda prossegue com “Tradução” (2024), canção que se tornou um marco ao colocar o afeto materno no centro da narrativa. Aqui, o amor não é enfeite, é método de sobrevivência. A letra transforma a rotina exaustiva e a luta cotidiana das mães negras em gesto político e linguagem de resistência, evidenciando como o cuidado, em meio ao racismo e à precariedade, é também forma de enfrentar o mundo e mantê-lo habitável. A mãe como símbolo de trabalho e dignidade A música começa com um verso marcante — “Minha mãe tem hora pra chegar / Mas não tem hora pra sair”. Mais do que uma memória individual, trata-se de uma denúncia da exploração histórica das mulheres negras no Brasil, submetidas a jornadas de trabalho intermináveis e constantemente invisibilizadas. A imagem da mãe que, mesmo “sem força, sai pra trabalhar”, ecoa séculos de luta, resistência e sobrevivência. A figura materna aparece como corpo exausto, mas também como luz, com um “sorriso impossível de extinguir”. É a contradição entre a dor da exploração e a grandeza do cuidado. Ao pedir perdão por ter compreendido “meio tarde demais” essa realidade, o eu-lírico revela o peso da consciência crítica que atravessa gerações — a percepção de que, para os “de cima”, vidas negras sempre pareceram “tanto faz”. A casa como metáfora da sociedade fraturadaO refrão da música se ancora em imagens materiais — telhado, laje, azulejos, rachaduras — para falar de muito mais do que reformas domésticas. Esses elementos cotidianos são metáforas de uma arquitetura social marcada pela precariedade. O verso “Quem dera as rachaduras fossem no sistema / E não nas paredes da sala, que pena” explicita o diagnóstico: o problema não está apenas nas casas que desmoronam, mas no próprio sistema que trinca vidas, que impõe limites estruturais ao bem-estar das famílias negras e periféricas. Essa poesia do concreto, tão característica do Black Pantera, é capaz de transformar a falta de infraestrutura em denúncia social. O que poderia ser apenas relato de pobreza vira manifesto contra um modelo que naturaliza a desigualdade. Ao incorporar o verso “Ratatatá preciso evitar / Que algum safado ou sistema façam a minha mãe chorar” — uma referência direta ao icônico “Diário de um Detento”, dos Racionais MC’s —, a banda funde a linguagem da violência armada com a urgência de proteger a família. Essa ressignificação transforma a onomatopeia do disparo em um símbolo do medo constante que cerca a comunidade negra: o temor de que o racismo estrutural e a violência estatal atinjam, de forma brutal e irreversível, seus entes mais queridos. Masculinidades e silêncios que adoecemOutro trecho emblemático é o que denuncia o pacto de silêncio masculino: “Homem não fala muito / É tudo um bando de puto / Pacto mútuo / Silêncio absurdo / A gente adoece por descuido”. A canção rompe com a ideia tradicional de masculinidade viril e invulnerável, apontando que o silêncio, longe de ser sinal de força, é uma armadilha que adoece. O Black Pantera sugere outro horizonte: falar, demonstrar afeto, admitir fragilidades. Essa é uma ousadia dentro do rock, um espaço historicamente marcado pelo culto à dureza masculina. O amor como gramática de resistênciaO refrão final é uma verdadeira oração laica: “Que os ventos soprem ao nosso favor, mãe / No meu vocabulário, real tradução do que é amor”. Aqui está o cerne da canção. O amor materno não é apresentado como romantização, mas como método de sobrevivência, como força política. É um amor que ensina, que alfabetiza para a resistência, que se traduz em cuidado e, ao mesmo tempo, em luta. Essa “tradução” é o reconhecimento de que, no vocabulário da periferia, amor não é abstrato: é comida na mesa, telhado reformado, mãe sorrindo apesar da dor. O que se canta é a pedagogia da vida real, uma lição que ultrapassa os muros da casa e alcança a sociedade. Uma banda necessária, dentro e fora do BrasilHoje, o Black Pantera é reconhecido não apenas como banda, mas como símbolo cultural. É respeitado no Brasil e no exterior, não só pelo peso de sua música, mas pelo alcance de suas mensagens. Suas letras já foram citadas em pesquisas acadêmicas, debates públicos e até em questões do ENEM, o que evidencia sua relevância educativa e social. Ao trazer para o rock temas como a centralidade do cuidado, a violência estrutural e a precariedade urbana, o grupo rompe estigmas e coloca o gênero em diálogo com os dilemas reais da sociedade brasileira. ComCausa e o aprofundamento das mensagensPor sua importância cultural e política, a istitução, através do RedeDH.org.br, no Portal C3, Rock ComCausa e no pefil ComCausa Defesa da Vida , promove uma série de reportagens especiais dedicadas a analisar letras do Black Pantera. O objetivo é revelar como as canções se tornaram não apenas trilhas sonoras, mas também documentos culturais e pedagógicos de resistência. A análise de “Tradução” é apenas uma pequena contribuição que remete a tantas outras composições do grupo, destacando a riqueza das mensagens que dialogam com racismo, desigualdade, memória, masculinidade e esperança. Nossa Gente Negra 2025: Black Pantera como eixo de memória e ação A escolha do Black Pantera em 2025 se insere na trajetória do Nossa Gente Negra, promovido pela ComCausa desde 2020, que já dedicou edições a figuras que se tornaram marcos da luta negra em diferentes dimensões: Em 2025, ao eleger uma banda de hardcore/metal como tema central, o Nossa Gente Negra reafirma que a resistência negra não se limita a figuras históricas consagradas ou a narrativas tradicionais, mas também se expressa na linguagem do rock, da distorção, do grito e da performance de palco. Serviço Show e gravação ao vivo

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Rede Saúde nas Favelas: Biblioteca Comunitária Wagner Vinício

A Biblioteca Comunitária Wagner Vinício se tornou um dos pilares culturais de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Criada pela própria comunidade, ela nasceu para oferecer às crianças e jovens um espaço seguro, educativo e acolhedor. Desde 2006, o local estimula a leitura, promove atividades culturais e fortalece os laços entre moradores. Com quase três mil títulos catalogados por gênero literário, a biblioteca realiza uma média de 235 empréstimos mensais. Seu funcionamento diário — de segunda a sexta, das 9h às 19h — reforça o compromisso com o acesso à literatura como ferramenta de transformação social. Um espaço que surgiu da força comunitária A criação da biblioteca foi motivada pela falta de opções culturais para jovens da região. O primeiro conjunto de livros veio do jovem morador Wagner Vinício, que mais tarde daria nome ao espaço após uma votação comunitária — uma homenagem motivada por sua contribuição e curta trajetória interrompida por um acidente de trânsito. Seu nome recebeu 90% dos votos. A partir de iniciativas voluntárias, a biblioteca se estruturou, recebeu doações, conquistou reconhecimento e se tornou cofundadora da Rede de Bibliotecas Comunitárias Conexão Leitura (2009) e da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (2015). Hoje, seu acervo já ultrapassa sete mil títulos, incluindo literatura infantil, juvenil e adulta, mangás, poesia e obras brasileiras e estrangeiras. A organização simples por cores facilita a autonomia dos leitores. Mulheres à frente da transformação A coordenação da biblioteca é conduzida por três mulheres que representam a força e a resistência da comunidade:Simone Araújo, arte educadora e coordenadora desde 2014, lidera ações culturais, rodas de leitura e oficinas;Nikolly Alves, jovem leitora da comunidade que se tornou mediadora;Juliana Moreira, que cresceu dentro da biblioteca e hoje cursa Pedagogia na UERJ, promovendo atividades que formam novos leitores. A equipe atua com dedicação para que o espaço continue sendo referência no acesso à cultura e à educação. Cultura viva em movimento A biblioteca oferece atividades para todas as idades, entre elas: Essas ações ampliam o alcance da literatura e fortalecem a identidade cultural da comunidade. Resistência durante a pandemia Mesmo com as restrições impostas pela COVID-19, o serviço de empréstimo de livros continuou de forma segura. A biblioteca participou da Chamada Pública da Fiocruz com o projeto “Acessibilidade aos Recursos que Promovam o Desenvolvimento Educacional em Tempos de COVID-19”, criando polos de reforço escolar e alfabetização em Rio Novo e Areal I. A iniciativa amparou crianças que enfrentaram perdas significativas no aprendizado devido ao fechamento das escolas. Um território cultural em uma das maiores favelas do Rio Localizada em Rio Novo, uma das regiões de Rio das Pedras — favela com cerca de 63 mil moradores, segundo o IBGE — a biblioteca atende diversas áreas do território, funcionando como um ponto de referência cultural e educativo. Mais do que um espaço de livros, a Biblioteca Comunitária Wagner Vinício é prova de que a união da comunidade pode construir caminhos de transformação social, promovendo leitura, cidadania e defesa da vida em todos os sentidos. Comunicação e presença digital E-mail:Bibliotecacomunitariawv@gmail.com Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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procura-se Jeverson Olmiro Lopes Goulart

ComCausa divulga variações da foto de PM condenado por estupro e homicídio de sobrinho

Condenado a 46 anos de prisão no Rio Grande do Sul pelos crimes de estupro e homicídio do próprio sobrinho, o policial militar Jeverson Olmiro Lopes Goulart é considerado foragido da Justiça. Informações públicas apontam que o último endereço conhecido do condenado fica no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Diante desse cenário, a ComCausa – Defesa da Vida está divulgando cards com a foto oficial e variações de aparência de Goulart – com barba, sem barba, com e sem óculos, diferentes cortes de cabelo –, justamente para alertar a população de que o foragido pode ter alterado o visual ao longo do tempo. As imagens são montagens ilustrativas, baseadas em registros públicos, e têm caráter exclusivamente informativo, para facilitar o reconhecimento e estimular a denúncia pelos canais oficiais. Paralelamente, a OSC articula alertas junto a parceiros no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, reforçando a importância da cooperação entre os dois estados e orientando a população a não tentar qualquer abordagem direta, limitando-se a registrar informações de forma anônima pelos serviços de denúncia, com prioridade para o Disque Denúncia Rio: (21) 2253-1177. Vejam as fotos no instagram @comcausa.defesadavida Rede de proteção em alerta Segundo autoridades gaúchas, após a confirmação da sentença e a expedição do mandado de prisão, Jeverson Goulart deveria ter se apresentado, o que não ocorreu. Desde então, ele é considerado foragido. Para a ComCausa, o caso exige máxima atenção da rede de proteção à infância e adolescência, bem como da sociedade em geral, em razão da gravidade dos crimes e do risco potencial de reincidência. “Quando um foragido condenado por crime hediondo tem último endereço no Rio, é responsabilidade de toda a rede de proteção ampliar o alerta e apoiar as forças de segurança. Denunciar salva vidas”, afirma Adriano Dias, da ComCausa – Defesa da Vida . Como parte da mobilização, a organização está enviando ofícios a órgãos públicos, conselhos, entidades da sociedade civil e coletivos comunitários no RJ e no RS, pedindo apoio na difusão dos cards informativos e na orientação à população sobre como denunciar com segurança. O que se sabe até agora A ComCausa orienta que qualquer informação sobre o paradeiro de Jeverson Olmiro Lopes Goulart seja encaminhada exclusivamente pelos canais oficiais, sem exposição direta da população: Todas as denúncias podem ser feitas de forma anônima e sigilosa. A orientação é anotar, sempre que possível, data, horário aproximado, local, características físicas e contexto em que a pessoa foi vista, para auxiliar na checagem das informações pelas autoridades.x Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: BemTv

A BemTv, tradicional organização sem fins lucrativos fundada em 1992, segue como uma das principais referências em comunicação popular e educação em Niterói e São Gonçalo. Com atuação direta junto a adolescentes e jovens de territórios populares, a instituição consolidou um modelo de formação que une mídia, cidadania e defesa de direitos, tornando-se um Ponto de Cultura reconhecido pela Lei Cultura Viva em 2017. Ao longo de mais de três décadas, a BemTv desenvolveu projetos que estimulam o protagonismo juvenil, a produção cultural e o pensamento crítico. Sua missão é fortalecer adolescentes e jovens para que exerçam sua cidadania de forma plena, garantindo acesso a direitos fundamentais e incentivando o desenvolvimento físico, mental e social em uma sociedade mais justa e solidária. A organização atua baseada em valores essenciais: promoção da ética, da paz, da cidadania e dos direitos humanos; incentivo à produção cultural como ferramenta educativa; e democratização do acesso às tecnologias de comunicação. Seus projetos formam jovens em vídeo, fotografia, internet, animação e outras linguagens, preparando-os para o mundo do trabalho e para intervir de forma crítica na mídia tradicional e digital. Entre as ações de destaque estão a Agência de Comunicação Popular Jovens Comunicadores, a Frente Papa Goiaba de Promoção dos Direitos da Juventude Negra e o Projeto Olho Vivo, todos voltados ao fortalecimento de territórios populares por meio da comunicação. Comunicação que salva vidas durante a pandemia Durante a crise sanitária da COVID-19, a BemTv ganhou destaque ao criar o Plano de Enfrentamento à COVID-19, articulado no âmbito do Jovens Comunicadores. A organização produziu vídeos, podcasts e cartilhas em linguagem acessível para combater a desinformação e levar orientação confiável às favelas e periferias de São Gonçalo. Além disso, formou jovens comunicadores para interpretar dados, verificar informações e dialogar com as realidades locais — trabalho fundamental em áreas onde o acesso à informação qualificada é limitado. Participação no Plano Integrado de Saúde nas Favelas – Fiocruz 2024 A expertise acumulada pela BemTv rendeu novos avanços. Em 2024, a organização foi selecionada novamente pelo Edital Fiocruz para integrar o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro. A instituição ampliará sua atuação em São Gonçalo, contribuindo para estratégias de vigilância popular em saúde, prevenção de novos surtos e aproximação entre comunidades e o SUS. O projeto também prevê a formação de novos comunicadores populares, reforçando a importância da comunicação comunitária como ferramenta de mobilização social e defesa da vida em territórios vulneráveis. BemTv Produções: mídia social que financia impacto social A BemTv também mantém a BemTv Produções, uma empresa social que presta serviços de excelência em audiovisual e novas mídias. Todo o lucro é revertido para as ações sociais da ONG, fortalecendo sua autonomia e ampliando a capacidade de formação e atuação nos territórios. Com uma trajetória marcada pela defesa dos direitos da juventude, pela democratização da comunicação e pela promoção da cultura, a BemTv segue como uma potência transformadora nas periferias de Niterói e São Gonçalo, mostrando que a comunicação popular é uma ferramenta essencial para garantir dignidade, inclusão e defesa da vida. Comunicação e presença digital Telefone: 21 3604-1500 E-mail: bemtv@bemtv.org.br Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Desaparecidos: Família procura por Luís Felipe de Jesus Santos

Desaparecidos: Família procura por Luís Felipe de Jesus Santos

A família de Luís Felipe de Jesus Santos, 19 anos, natural de Valença, no interior da Bahia, está à procura do jovem, desaparecido desde a manhã de 14 de novembro de 2025. Ele morava há cerca de três anos com a mãe e familiares na Vila do Abraão, Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ), e não fez mais contato desde que viajou sozinho rumo ao estado de São Paulo. Segundo o Registro de Ocorrência nº 166-05729/2025, lavrado na 166ª Delegacia de Polícia (Angra dos Reis) na noite de 15 de novembro, Luís Felipe saiu de casa após informar à mãe, Valdirene Souza de Jesus, que havia conhecido uma jovem em Angra e que iria para a casa dela no dia seguinte. Desde então, o telefone celular do rapaz permanece desligado e a família não conseguiu mais notícias sobre seu paradeiro. Trajeto até São Paulo e Mongaguá Ainda de acordo com o registro policial, a mãe passou o dia procurando pelo filho e, por meio de conhecidos, soube que Luís Felipe atravessou de barco da Vila do Abraão para Angra dos Reis na manhã de sexta-feira (14/11), por volta das 6h30. Informações colhidas posteriormente indicam que ele teria embarcado em um ônibus na rodoviária de Angra em direção à cidade de São Paulo (capital) e, já na Rodoviária do Tietê, seguido viagem para o município de Mongaguá, no litoral paulista. Após esses deslocamentos, nenhuma outra pista concreta foi confirmada. A família ressalta que Luís Felipe não faz uso de álcool, não fuma e não utiliza drogas, é considerado um rapaz calmo, caseiro, e que eventualmente ajuda o pai, camelô, no trabalho. A mudança repentina de rotina e o silêncio total nas comunicações acenderam o alerta e motivaram o registro oficial do desaparecimento. Quem é Luís Felipe Luís Felipe de Jesus Santos nasceu em 15 de maio de 2006, em Valença (BA). É filho de Sandro Alves dos Santos e Valdirene Souza de Jesus. De pele parda, cabelo escuro e cacheado, costuma ser visto com roupas simples e confortáveis. Na Ilha Grande, é conhecido por vizinhos e amigos como um jovem tranquilo, que circula principalmente pela Vila do Abraão. A família deixou a Bahia em busca de melhores condições de vida e, desde então, construiu laços na comunidade local. Registro e acompanhamento do caso O desaparecimento foi formalizado pela mãe na 166ª Delegacia de Polícia de Angra dos Reis, que instaurou procedimento para apurar o caso. Desde então, a família mantém uma rotina de buscas e contatos, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo e em Mongaguá, tentando localizar o jovem ou ao menos obter informações que ajudem a reconstruir o caminho percorrido por ele após deixar a Rodoviária do Tietê. Como em tantos outros casos de desaparecimento, a angústia cresce na mesma medida em que faltam respostas. Cada ligação sem retorno, cada pista que não se confirma aumenta o sofrimento de Valdirene e dos demais familiares, que agora contam também com o apoio de redes de solidariedade e de comunicação comunitária para ampliar a divulgação do caso. A ComCausa – Defesa da Vida, através do Programa Acolher – Desaparecidos, iniciativa dedicada a apoiar famílias de pessoas desaparecidas, oferecem acolhimento, orientação e encaminhamentos, fortalecendo a busca e a defesa do direito à vida. Por meio de sua atuação em direitos humanos e comunicação popular, reforçam a importância de que todo desaparecimento seja imediatamente registrado em delegacia, devidamente acompanhado pelos órgãos competentes e amplamente divulgado, sempre com respeito à dignidade da pessoa desaparecida e de seus familiares. Serviço – Como ajudar Quem tiver qualquer informação que possa contribuir para a localização de Luís Felipe de Jesus Santos pode: Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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