As regiões Sul e Sudeste do Brasil devem enfrentar ventos intensos entre quinta-feira (6) e sexta-feira (7), em razão da formação de um ciclone extratropical sobre o oceano associado ao avanço de uma frente fria. Em algumas áreas, especialmente no litoral paulista, Serra do Mar, Vale do Paraíba, Costa Verde e sul do estado do Rio de Janeiro, as rajadas podem ultrapassar os 100 quilômetros por hora, elevando o risco de acidentes, danos à infraestrutura e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Diante da previsão, o ComuniSaúde faz um alerta para que a população adote medidas preventivas capazes de reduzir os riscos à saúde e preservar vidas. A principal recomendação é acompanhar os avisos emitidos pelos órgãos de monitoramento e pela Defesa Civil, evitando deslocamentos desnecessários e permanecendo em locais seguros durante os períodos de maior intensidade dos ventos.

Os impactos de rajadas acima de 100 km/h podem ser significativos. Além de derrubar árvores, postes, placas de sinalização e estruturas metálicas, a força do vento pode provocar destelhamentos, lançar objetos pelo ar e interromper o fornecimento de energia elétrica. Nessas condições, vasos, telhas, galhos, móveis de jardim e outros materiais aparentemente leves podem transformar-se em projéteis, colocando em risco pedestres, motoristas e moradores.

Em casa, a orientação é fechar portas e janelas, recolher objetos soltos em varandas, lajes e quintais, afastar-se de vidros e evitar permanecer em cômodos com coberturas frágeis ou danificadas. Também é recomendável retirar aparelhos eletrônicos da tomada quando houver risco de descargas elétricas, manter lanternas disponíveis, carregar celulares antes da chegada da tempestade e evitar o uso de velas durante apagões para prevenir incêndios.

Famílias que vivem em moradias precárias ou em áreas sujeitas à queda de árvores, deslizamentos ou alagamentos devem ficar ainda mais atentas. Caso a residência não ofereça segurança, a recomendação é buscar abrigo em construções de alvenaria antes do agravamento das condições climáticas. Também é importante manter um kit de emergência com água potável, alimentos não perecíveis, medicamentos de uso contínuo, documentos pessoais e itens essenciais para eventual necessidade de deslocamento.

Quem estiver na rua deve procurar abrigo em edificações seguras, como estabelecimentos comerciais, estações de transporte ou prédios públicos. Não é seguro permanecer sob árvores, próximo a muros, tapumes, outdoors, fachadas de vidro, andaimes, postes ou estruturas metálicas, que podem desabar ou ser atingidas por objetos lançados pelo vento.

Outro cuidado importante é manter distância de fios caídos. Cabos rompidos podem permanecer energizados mesmo após a interrupção do fornecimento de energia, oferecendo risco de choque elétrico. Ao identificar essa situação, a recomendação é não tocar nos fios, impedir a aproximação de outras pessoas e comunicar imediatamente os serviços de emergência.

Motoristas também precisam redobrar a atenção. Rajadas laterais podem comprometer a estabilidade dos veículos, principalmente em pontes, viadutos, rodovias abertas e durante ultrapassagens de caminhões e ônibus. A orientação é reduzir a velocidade, manter distância segura dos demais veículos e evitar estacionar sob árvores, postes ou estruturas que possam cair. Caso a intensidade da ventania comprometa a condução, o mais seguro é interromper a viagem e aguardar a melhora das condições em local protegido.

Em situações de alagamento, a população deve evitar atravessar ruas inundadas, seja a pé ou de carro. Pequenos volumes de água podem esconder buracos, correntezas ou cabos elétricos energizados, aumentando significativamente o risco de acidentes.

Especialistas também alertam para os perigos das descargas atmosféricas durante temporais. Por isso, recomenda-se evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à rede elétrica e permanecer em ambientes fechados até o fim da tempestade.

Receber alertas oficiais é uma das principais formas de prevenção. A população pode cadastrar gratuitamente o CEP da residência para receber mensagens da Defesa Civil por SMS ou utilizar os canais oficiais disponibilizados por aplicativos e serviços digitais de monitoramento. Essas informações permitem antecipar medidas de proteção e reduzir os impactos causados por eventos climáticos extremos.

A intensificação de fenômenos meteorológicos severos tem exigido maior atenção das autoridades e da população. A adoção de medidas preventivas, aliada ao acompanhamento das orientações oficiais, é considerada a forma mais eficaz de evitar acidentes e minimizar danos durante episódios de ventos fortes e tempestades.

Por que esta publicação existe

Esta publicação integra o ComuniSaude da ComCausa, uma linha de comunicação pública que transforma a saúde — especialmente a saúde coletiva e o cuidado territorial — em informação clara, útil e acessível, com linguagem direta e compromisso com a vida real das pessoas.

O ComuniSaúde amplia o acesso da população das periferias do estado e das favelas do Rio a conteúdos que ajudam a compreender direitos, serviços, políticas públicas, prevenção e caminhos de cuidado, reafirmando a valorização do SUS como patrimônio coletivo.

Além de informar, o ComuniSaúde também contribui para articular o acesso a equipamentos públicos e redes de atendimento — como unidades básicas de saúde, clínicas da família, CAPS, UPAs, hospitais, vigilância em saúde, conselhos e serviços parceiros — ajudando pessoas e territórios a se orientarem e a buscarem cuidado com mais segurança.

Rede 146x Favelas: articulação comunitária em saúde

A participação do ComuniSaúde também dialoga com a Rede 146x Favelas, uma articulação de projetos e iniciativas comunitárias de saúde integral nas favelas do estado do Rio de Janeiro, construída a partir dos próprios territórios e conectada ao ecossistema do Plano Integrado de Saúde nas Saúde nas Favelas – Programa Saúde das Favelas.

.Em vez de ações isoladas, a rede funciona como uma malha de resposta territorial, reunindo cuidado, prevenção, comunicação e mobilização com base em vínculos comunitários e evidências técnicas. Entre os parceiros e instituições que sustentam e fortalecem essa articulação estão Fiocruz e Fiotec, com apoio e financiamento da Alerj, universidades e centros de pesquisa como UFRJ, UERJ, PUC-Rio, IFF e UENF, entidades científicas como Abrasco e SBPC, além de instâncias do SUS como o CONASEMS-RJ

No centro de tudo estão coletivos e organizações comunitárias, que executam ações no cotidiano dos territórios e garantem capilaridade, troca de metodologias e maior capacidade de resposta diante de emergências e vulnerabilidades históricas.

ComCausa ComuniSaude, acesse: comunisaude.org.br

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