A ComCausa Defesa da Vida estará presente, no dia 27 de junho de 2026, na cerimônia de premiação da 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades Sem Risco, realizada pelo Ministério das Cidades, em parceria com o Programa Cemaden Educação, com apoio do Ministério da Educação.
O evento acontecerá às 13h, no Teatro Cacilda Becker, localizado no Paço Municipal de São Bernardo do Campo/SP, na Praça Samuel Sabatini, 50, Centro. A cerimônia será aberta ao público e também contará com transmissão ao vivo.
A participação da ComCausa ocorre em um contexto de aproximação com a agenda nacional de prevenção de riscos, educação climática e justiça social. A organização comparecerá ao evento com o objetivo de acompanhar as experiências reconhecidas pela campanha, aprender com iniciativas de outros territórios e buscar interlocução com instituições públicas, educadores, pesquisadores, lideranças comunitárias e organizações que atuam na redução de riscos de desastres.
A campanha #AprenderParaPrevenir: Cidades Sem Risco tem abrangência nacional e mobiliza escolas, comunidades, educadores, agentes públicos, Defesas Civis, organizações sociais e iniciativas populares em torno da prevenção de desastres, da adaptação às mudanças climáticas e da construção de uma cultura de cuidado com a vida. A proposta dialoga diretamente com os desafios vividos em territórios vulneráveis, onde chuvas intensas, alagamentos, enchentes, deslizamentos e ondas de calor atingem com maior intensidade populações que enfrentam desigualdades históricas.
Uma iniciativa nacional de educação, prevenção e participação
A campanha tem como um de seus principais méritos aproximar o conhecimento técnico e científico da realidade das comunidades. Ao estimular ações educativas, materiais pedagógicos, formações, mobilização social e premiação de boas práticas, a iniciativa contribui para que a prevenção deixe de ser apenas uma resposta emergencial e passe a ser compreendida como uma prática cotidiana.
Nesse processo, o Cemaden Educação cumpre papel fundamental. O programa educativo do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais — Cemaden, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, busca aproximar ciência, escola, comunidade e políticas públicas. Sua atuação incentiva a percepção de riscos, o monitoramento participativo, a ciência cidadã e a formação de estudantes, professores e agentes locais.
A presença do Ministério das Cidades também é central. A campanha se relaciona com a atuação da Secretaria Nacional de Periferias, especialmente por meio da estratégia Periferia Sem Risco, que orienta ações voltadas à redução de vulnerabilidades em territórios periféricos. Segundo material oficial do Ministério das Cidades, essa estratégia busca fortalecer capacidades locais de infraestrutura, planejamento, informação e participação social para enfrentar desigualdades e reduzir riscos de deslizamentos e inundações nas periferias brasileiras.
A estratégia se organiza em eixos como infraestrutura, mapeamento, planejamento, comunicação e participação. Isso inclui obras de contenção de encostas, soluções baseadas na natureza, Planos Municipais de Redução de Riscos, Planos Comunitários de Redução de Riscos e Adaptação Climática, cartilhas, guias, publicações técnicas e ações de diálogo com comunidades.
A participação da ComCausa
Em 2026, a ComCausa participou da mobilização nacional Cidades Sem Risco com a campanha “A Chuva Não Mata Sozinha: Memória e Justiça Climática no Rio de Janeiro”, uma iniciativa de comunicação comunitária, educação popular e memória social voltada à prevenção de riscos de desastres.
A ação teve como foco relacionar a memória das enchentes, alagamentos, inundações e deslizamentos no Rio de Janeiro com a necessidade de políticas públicas permanentes de prevenção. O material produzido pela ComCausa destacou uma linha histórica de tragédias climáticas no estado, incluindo episódios como a Região Serrana, Xerém, Petrópolis, Nova Iguaçu e Tinguá.
Em Tinguá, distrito de Nova Iguaçu, a campanha buscou dialogar com moradores e chamar atenção para a importância da prevenção, da memória comunitária e da justiça climática. A escolha do território teve relação com sua relevância ambiental, sua história local e os desafios enfrentados pela Baixada Fluminense diante das chuvas.
A proposta da ComCausa não foi substituir o papel técnico dos órgãos públicos, mas contribuir com aquilo que a organização já desenvolve em sua trajetória: comunicação acessível, escuta comunitária, mobilização social e defesa de direitos humanos.
Interlocução com humildade e responsabilidade
A presença da ComCausa na premiação nacional deve ser compreendida como parte de um processo de aprendizado e aproximação. A organização busca interlocução com o Cemaden Educação, o Ministério das Cidades, a Secretaria Nacional de Periferias e outras iniciativas participantes para compreender melhor metodologias, possibilidades de formação e formas de levar informação qualificada aos territórios onde atua.
A ComCausa reconhece que a prevenção de desastres exige conhecimento técnico, investimento público, planejamento urbano, infraestrutura, Defesa Civil estruturada, participação comunitária e articulação entre diferentes setores. Por isso, sua participação no evento é também uma oportunidade de escuta.
Ao comparecer à cerimônia, a organização pretende acompanhar boas práticas, conhecer experiências de outras regiões do país e buscar caminhos para fortalecer futuras ações na Baixada Fluminense, especialmente em temas como memória das enchentes, comunicação de risco, educação comunitária, justiça climática e proteção das populações mais vulneráveis.
Para a ComCausa, a frase “A chuva não mata sozinha” continua sendo um chamado à responsabilidade coletiva. A chuva é um fenômeno natural, mas os desastres são agravados por desigualdades, ausência de infraestrutura, falta de saneamento, moradia insegura e insuficiência de políticas preventivas.
A participação na campanha Cidades Sem Risco e na cerimônia nacional representa, portanto, uma oportunidade para aprender, dialogar e contribuir, com humildade, para que a prevenção de desastres seja cada vez mais compreendida como parte da defesa da vida e dos direitos humanos.
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