A 6ª Teia Nacional encerra sua programação neste sábado (24) reunindo debates, vivências culturais, feiras e apresentações voltadas à soberania alimentar, justiça climática, economia solidária e defesa dos territórios tradicionais. O último dia do encontro transforma cultura, alimentação, meio ambiente e memória coletiva em eixo central das discussões sobre direitos humanos e resistência comunitária.
A programação destaca temas como preservação de sementes tradicionais, racismo ambiental, cultura Tupinikim, cultura quilombola, capoeira Angola e práticas comunitárias ligadas à proteção dos territórios. O encerramento também consolida o caráter político da Teia ao aproximar arte, cultura popular e defesa da vida diante das desigualdades sociais e ambientais que atingem populações indígenas, negras, periféricas e comunidades tradicionais.
A discussão sobre soberania alimentar aparece como uma das pautas centrais do evento. O debate vai além da produção agrícola e envolve direito à alimentação adequada, preservação de saberes ancestrais, autonomia dos povos e manutenção das relações comunitárias com a terra. Em diferentes regiões do país, sementes crioulas e tradicionais são tratadas como patrimônio cultural e instrumento de resistência frente ao avanço de modelos econômicos que pressionam territórios e modos de vida tradicionais.
A programação também reforça o debate sobre racismo ambiental, conceito que aponta como populações vulnerabilizadas sofrem de forma desproporcional os impactos da poluição, da falta de saneamento, das enchentes, do desmatamento, da insegurança alimentar e da ausência de políticas públicas. A pauta ganhou força no Brasil nos últimos anos diante do aumento de eventos climáticos extremos e da ampliação das desigualdades ambientais nas periferias urbanas e áreas tradicionais.
Ao incluir o tema no encerramento da Teia, o encontro amplia o debate sobre justiça climática como responsabilidade do Estado e política pública integrada. A discussão envolve áreas como saúde, moradia, cultura, assistência social, educação e participação popular.
Entre os destaques do último dia estão a atividade “Feira de Sementes e Saberes: nossa soberania alimentar”, a mesa “Resistir para Existir – Pontos de Cultura x Racismo Ambiental” e o debate “A terra que resiste: cultura quilombola e avanço da soja”. Também integram a programação atividades sobre economia criativa, capoeira Angola e cultura indígena Tupinikim.
A programação cultural inclui ainda apresentações como “Amazônia Criativa de Artes Integradas” e o show “Bantus e Caetés”, reunindo expressões artísticas ligadas às identidades populares e tradicionais brasileiras.
Em Santa Cruz e na unidade descentralizada, o público participa de vivências do Boi de Reis do Bom Pastor e de atividades do projeto Territórios Tela, voltado à atuação comunitária e fortalecimento de mulheres nos territórios.
Recorte da programação do dia 24 de maio
| Horário | Atividade | Local |
| 8h às 9h | Amazônia Criativa de Artes Integradas | Pavilhão Itaquaçu – Palco Feira |
| 9h às 10h | Cultura Tupinikim | Salão Valência |
| 9h às 10h | Feira de Sementes e Saberes: nossa soberania alimentar | Salão Cariacica |
| 9h às 12h | Resistir para Existir – Pontos de Cultura x Racismo Ambiental | Salão Alfredo Chaves |
| 9h às 13h | Feira da Economia Criativa e Solidária | Pavilhão Itaquaçu e Salão Barcelona |
| 9h30 às 11h30 | Capoeira Angola como Ecossistema Social | Salão Domingos Martins |
| 10h às 11h | Projeto Trapíá: semente da alma | Salão Anchieta |
| 10h às 11h30 | A terra que resiste: cultura quilombola e avanço da soja | Salão Muqui |
| 14h às 15h | Show Bantus e Caetés | Pavilhão Itaquaçu – Palco Feira |
Santa Cruz e unidade descentralizada
| Horário | Atividade | Local |
| 10h às 12h | Vivências do Boi de Reis do Bom Pastor e Saberes Populares | Orla próxima ao Museu |
| 9h às 13h | Territórios Tela – Instituto Nós Mulheres | Instituto Nós Mulheres, Vila Itaparica |
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