A ComCausa anunciou nesta semana uma ampliação significativa do projeto ComuniSaúde, com o lançamento de um circuito abrangente de palestras educativas e ações de mobilização comunitária em diversos municípios da Baixada Fluminense. O objetivo principal é fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e reafirmar o direito constitucional ao acesso gratuito e universal à saúde, destacando a importância estratégica do SUS como política pública fundamental para a justiça social e a dignidade humana.
As atividades do projeto são realizadas em estreita colaboração com lideranças comunitárias locais, profissionais de saúde e moradores das áreas beneficiadas. Essas ações incluem desde escutas ativas até a capacitação das comunidades, visando proporcionar o empoderamento popular e fortalecer os vínculos com os serviços públicos de saúde. Os agentes comunitários, essenciais para a operacionalização e a efetividade do SUS, têm seu papel destacado no projeto, valorizando seu trabalho diário na prevenção e promoção da saúde e na construção de relações de confiança com a população.
O ComuniSaúde já traz em sua bagagem experiências exitosas como o projeto “146x Favelas”, desenvolvido em parceria com a Fiocruz, e amplia sua atuação com palestras previstas para ocorrer em escolas, associações de moradores e unidades básicas de saúde. O circuito irá tratar de temas fundamentais como:
História e princípios fundamentais do SUS;
Estrutura e funcionamento da atenção básica;
Controle social e importância dos conselhos locais de saúde;
Valorização e importância do trabalho dos agentes comunitários;
Direitos em saúde e formas de acesso aos serviços;
Apresentação dos resultados e mapeamentos feitos pelo projeto e dos canais de comunicação disponíveis.
Para a ComCausa, a ampliação do projeto ocorre em momento oportuno, quando o SUS passa a ser cada vez mais reconhecido pela população brasileira como um grande patrimônio democrático, especialmente após o papel fundamental desempenhado durante a pandemia da Covid-19. Segundo o renomado médico e cientista Drauzio Varella, “O Brasil é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que se propôs a oferecer saúde gratuita para todos. É uma tarefa absurda”.
Para fortalecer ainda mais a comunicação com a comunidade, foi lançada a plataforma digital ComuniSaude.org.br, que oferece informações claras e atualizadas sobre os serviços disponíveis e formas de acesso. Além disso, o projeto disponibiliza um canal direto de comunicação via aplicativos de mensagem para orientar e esclarecer dúvidas da população.
Saúde nas favelas: um modelo integrado e inclusivo
As ações serão concentradas nas principais favelas dos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, com apoio direto das secretarias municipais de saúde e outras instituições locais. Entre os focos estratégicos estão o combate ao lúpus e outras doenças que afetam desproporcionalmente mulheres negras em contextos vulneráveis, exigindo abordagens específicas e inclusivas que considerem questões sociais, raciais e de gênero.
O Plano Integrado de Saúde nas Favelas, criado em 2021 com investimento superior a R$ 22 milhões, através da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ, reúne instituições como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, ALERJ e Abrasco. Essa colaboração institucional visa assegurar que os serviços de saúde sejam eficazes e acessíveis aos territórios historicamente negligenciados.
Nesse sentido, o ComuniSaúde se torna uma referência não apenas em mobilização popular, mas também em defesa dos direitos humanos e valorização dos trabalhadores da saúde, cumprindo assim a missão institucional da ComCausa de defender a vida e promover o direito à saúde como expressão máxima da dignidade humana.
ComuniSaúde e o impacto nas favelas
O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva.
O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde.
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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