Neste 12 de maio, celebra-se mundialmente o Dia da Enfermagem e o Dia do Enfermeiro, em referência ao nascimento de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna. No Brasil, a data também marca o início da Semana da Enfermagem, que se estende até o dia 20 de maio em homenagem à própria Nightingale e a Ana Néri, a primeira enfermeira brasileira voluntária em campos de batalha. Ambas são símbolos históricos de dedicação, cuidado e compromisso com a vida humana.
A profissão de enfermagem, com origens milenares, carrega um legado de afeto e responsabilidade: cuidar, proteger e acompanhar pessoas em seus momentos de maior fragilidade. Desde a Antiguidade até os hospitais públicos modernos, os profissionais da enfermagem têm sido a linha de frente no atendimento de saúde, desempenhando um papel insubstituível no acolhimento e na recuperação de milhões de brasileiros e brasileiras.
O processo de enfermagem, definido como um conjunto sistemático e deliberado de ações inter-relacionadas, é a base técnica e humanizada para a prestação de cuidados. Ele se realiza em todos os ambientes, públicos ou privados, onde há assistência em saúde — sendo fundamental para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na atenção básica.
É neste contexto que a ComCausa, organização dedicada aos direitos humanos e à Defesa da Vida, celebra a data destacando a importância do projeto ComuniSaúde, uma ação inovadora voltada para a promoção da saúde nas favelas da Baixada Fluminense. O ComuniSaúde tem como missão melhorar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e fortalecer redes comunitárias de cuidado, atuando diretamente nas localidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita.
Desenvolvido em articulação com as secretarias municipais de saúde e com o apoio de instituições locais, o projeto reconhece que a saúde nos territórios populares precisa ir além das estruturas físicas. Envolve escuta ativa, acolhimento, formação de agentes comunitários, e estratégias de informação e prevenção, com participação direta da população.
O envolvimento dos moradores será essencial para mapear necessidades específicas, identificar lacunas e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva, respeitosa e eficaz. Nesse processo, os profissionais de enfermagem são protagonistas: seja nos postos de saúde ou nas ações comunitárias, são eles que sustentam, diariamente, o cuidado concreto com a vida nas bordas da cidade.
Ao celebrarmos o Dia da Enfermagem, homenageamos não apenas nomes históricos como Florence Nightingale e Ana Néri, mas também os milhares de enfermeiros e enfermeiras que atuam, muitas vezes com poucos recursos, para garantir direito à saúde com dignidade nos lugares onde ele mais precisa ser afirmado.
Neste 12 de maio, a ComCausa reafirma: cuidar é um ato político, técnico e amoroso — e sem a enfermagem, não há saúde pública possível.
ComuniSaúde: ação nas favelas pela saúde e pela vida
Em sintonia com o alerta global deste 10 de maio, a ComCausa, organização de direitos humanos da Baixada Fluminense, anuncia a implementação do projeto ComuniSaúde, voltado à promoção da saúde nas comunidades periféricas e ao enfrentamento das desigualdades no acesso ao atendimento médico e psicológico.
A ação será desenvolvida nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em articulação direta com as secretarias municipais de saúde e instituições comunitárias. O projeto tem como objetivo fortalecer as redes de cuidado nos territórios mais vulnerabilizados, com foco em três frentes fundamentais:
Ampliação do acesso ao atendimento básico de saúde
Promoção da saúde mental e apoio psicossocial
Mobilização comunitária para mapear necessidades e garantir inclusão
A proposta do ComuniSaúde é que moradores sejam protagonistas na identificação das demandas locais, garantindo que ações educativas e preventivas — inclusive sobre doenças como o lúpus — cheguem de forma eficaz e sensível à realidade de cada território. A atuação também contempla o uso de linguagem acessível e estratégias de comunicação direta com a população, valorizando saberes populares e fortalecendo vínculos de confiança.
Para a ComCausa, que tem como um de seus eixos estruturantes a Defesa da Vida, o combate ao lúpus e a outras enfermidades silenciosas exige não apenas campanhas pontuais, mas a construção de um modelo de cuidado comunitário, onde o acesso à saúde seja um direito assegurado com dignidade e respeito às diferenças sociais, étnico-raciais e de gênero.
Em um momento em que o Brasil enfrenta cortes no orçamento da saúde pública e aumento da exclusão social, iniciativas como o ComuniSaúde reafirmam o compromisso com a vida nos territórios, ampliando o acesso a informações, serviços e acolhimento — especialmente para mulheres negras, que são as principais afetadas pelo lúpus no país.
O Dia Mundial do Lúpus nos lembra que é preciso enxergar além da superfície: há milhões de pessoas lutando diariamente contra dores invisíveis. E é nas periferias, com ações concretas como o ComuniSaúde, que essa luta ganha corpo, voz e esperança.
ComuniSaúde e o impacto nas favelas
O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva.
O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde.
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

Mais notícias
| Projeto Comunicando ComCausa
| Portal C3 | Instagram C3 Oficial
______________

Compartilhe: