O Instituto Entre o Céu e a Favela, nascido no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, tem se destacado como um polo de transformação social na região portuária da cidade. Fundado oficialmente em 2020, o projeto teve início quase uma década antes, em 2011, como um informativo comunitário voltado a dar visibilidade às histórias, serviços e cultura da primeira favela do Brasil.
A iniciativa foi idealizada por Cintia Sant’anna, moradora da região, atriz e apaixonada pela potência da arte como instrumento de mudança. Sua proposta era clara: oferecer às crianças do território acesso à autoestima por meio do teatro e da expressão cultural.
Com o tempo, o que era um espaço infantil voltado à arte ganhou corpo, estrutura e impacto. Em 2020, o projeto se institucionalizou e passou a oferecer oficinas socioculturais, esportivas e cursos de qualificação profissional para jovens e adultos. Em 2021, a atuação do instituto se expandiu ainda mais com a coordenação do projeto Favela 3D, que busca transformar o Morro da Providência em uma favela digital, digna e desenvolvida.
Cultura como eixo de cidadania
A proposta do instituto vai além da ocupação do tempo livre ou do ensino de ofícios. A missão é valorizar os saberes locais e fortalecer a autoestima dos moradores, combatendo desigualdades históricas com acesso a oportunidades reais.
Segundo Cintia Sant’anna, o projeto é um exemplo de como a cultura pode ser motor de inclusão. “A arte tem o poder de abrir portas, curar traumas e criar novas possibilidades de futuro. Nosso objetivo é que todos aqui possam sonhar e realizar”, afirma a fundadora.
Território com potência e história
O Morro da Providência é considerado a favela mais antiga do Brasil, com raízes históricas que remontam ao final do século XIX. Localizado na Zona Central do Rio de Janeiro, o território é símbolo de resistência, mas também convive com desafios sociais complexos.
A atuação do instituto se insere nessa realidade com sensibilidade e estratégia: construindo redes de apoio dentro e fora da comunidade, desenvolvendo talentos locais e promovendo inclusão digital, especialmente a partir da experiência com o Favela 3D, iniciativa que une tecnologia, infraestrutura e políticas públicas com foco em dignidade e desenvolvimento sustentável.
Caminho para o futuro
Com base na escuta ativa da comunidade, o instituto segue ampliando suas frentes de atuação. As oficinas e cursos têm alcançado cada vez mais moradores, promovendo empregabilidade, autonomia e pertencimento.
O Entre o Céu e a Favela é, hoje, uma referência no uso da cultura como ferramenta de transformação e segue com o propósito de impactar vidas, ampliando horizontes e reafirmando o valor dos territórios populares na construção de um Brasil mais justo.
Comunicação e presença digital
E-mail: contato@entreoceueafavela.com
Telefone: (21) 97306-3806
Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade.
Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas.
Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde.
Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança.

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