A Baixada Fluminense ganhou, na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, um novo espaço de escuta, convivência e fortalecimento de vínculos para pessoas trans, travestis e não binárias. O Instituto AGANIM – Direitos Humanos realizou, às 14h30, em sua sede no bairro Juscelino, em Mesquita, o 1º “Café Trans – novas perspectivas”, iniciativa voltada à criação de uma ambiência segura para troca de experiências e articulação comunitária no território.

A atividade integrou a agenda do Mês da Visibilidade Trans e dialoga com o Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro. A data se consolidou a partir do ato político de 2004, no Congresso Nacional, que marcou o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, em articulação com o Ministério da Saúde e o movimento social.

Vivências, dinâmica e escrevivência como ferramenta de afirmação

De acordo com a organização, o encontro contou com a presença de Paulinha e Kely e foi idealizado e conduzido por Larissa Larrubia, estagiária de Serviço Social, travesti de 38 anos, com trajetória em dinâmicas de grupo e vivência junto à população trans, travesti e não binária em serviços do SUS no Rio de Janeiro.

Antes do café, um bate-papo abriu espaço para relatos sobre vivências e trajetórias, com destaque para desafios cotidianos, estratégias de proteção, saúde mental e caminhos de fortalecimento coletivo. O grupo também realizou uma dinâmica voltada ao descanso de telas e à reflexão sobre visibilidade, a partir do olhar e da experiência de cada pessoa presente.

Outro momento marcante foi a realização de uma escrevivência, prática inspirada no conceito desenvolvido por Conceição Evaristo e compreendida como escrita atravessada pela experiência vivida, pela memória e pela dimensão coletiva da narrativa.

29 de janeiro: visibilidade como direito e proteção no território

Durante a conversa, Larissa trouxe reflexões sobre o sentido político do 29 de janeiro e sua importância como marco de afirmação e luta por direitos. Em territórios atravessados por desigualdades e por barreiras de acesso a políticas públicas, encontros comunitários como o Café Trans podem funcionar como porta de entrada para demandas reais, ampliando a circulação de informação, fortalecendo redes de cuidado e reduzindo o isolamento imposto pela transfobia.

Participação da ComCausa e conexão com agenda apoiada pelo UNFPA

A ação teve participação da ComCausa – Defesa da Vida, que reforçou a importância de manter agendas comunitárias permanentes de enfrentamento à transfobia e de promoção de convivência segura. O diálogo se conecta à agenda de Masculinidades Positivas articulada pela ComCausa com apoio do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas/ONU), voltada à prevenção de violências e à transformação de padrões de masculinidade associados à coerção, agressividade e exclusão.

“Iniciativas como o Café Trans transformam visibilidade em prática concreta: escuta, rede, acolhimento e articulação no território. Na Baixada, visibilidade é também proteção”, destacou Adriano Dias, da ComCausa – Defesa da Vida.

Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU):

UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU) ComCausa Masculinidades

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