A brasileira Karin Rachel Aranha Toledo, ex-moradora de Valinhos (SP), anunciou o pagamento de recompensa por informações que levem ao paradeiro do filho, Adam, levado ao Egito pelo pai sem autorização em 2022. O caso, que se arrasta há três anos, ganhou novo impulso com a oferta de 10 mil libras egípcias — cerca de R$ 1 mil.
A recompensa começou a ser divulgada na última sexta-feira (20) e foi viabilizada com o apoio de uma seguidora nas redes sociais, após tentativas frustradas de localizar e resgatar a criança.
Três anos de busca
Karin não vê o filho desde que o pai, Ahmed Tarek Mohamed Faiz Abedelkaleg, deixou o Brasil com a criança sem aviso prévio. O episódio ocorreu em setembro de 2022 e deu início a uma disputa judicial e diplomática.
Desde então, a mãe permanece no Egito tentando localizar o filho, mesmo após obter na Justiça egípcia a guarda da criança.
Novo passo na investigação
Além da recompensa, a defesa de Karin solicitou à Justiça Federal de São Paulo a quebra de sigilo telefônico, telemático e de e-mails do pai da criança. O objetivo é rastrear sua localização por meio de dados digitais.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o pedido.
Relembre o caso
Karin vivia com o filho Adam e o então marido na região de Campinas, interior de São Paulo. Em setembro de 2022, ao retornar de uma viagem, descobriu que o companheiro havia levado a criança para o Egito sem qualquer aviso ou consentimento.
A partir desse momento, a mãe iniciou uma batalha para reaver o filho, enfrentando dificuldades legais e diplomáticas. Mesmo com decisões judiciais favoráveis no Egito, ela não conseguiu localizar a criança até hoje.
O caso se enquadra como subtração internacional de menor, quando um dos responsáveis leva a criança para outro país sem autorização do outro responsável legal.
ComCausa acompanha o caso
A ComCausa – Defesa da Vida acompanha o caso, reforçando a importância da visibilidade pública em situações de desaparecimento e subtração internacional de crianças.
A organização destaca a necessidade de atuação articulada entre autoridades brasileiras e internacionais, além de cobrar celeridade nas medidas diplomáticas e judiciais que possam contribuir para o reencontro entre mãe e filho.
Limites legais internacionais
A situação é agravada pelo fato de o Egito não ser signatário da Convenção da Haia sobre subtração internacional de crianças, mecanismo que facilita a cooperação entre países para devolução de menores.
Com isso, o processo depende de negociações diplomáticas conduzidas pelo Itamaraty. A Secretaria Nacional de Justiça informou que acompanha o caso e presta apoio à família.
Desaparecimento internacional de crianças
Casos como o de Adam são considerados complexos e de difícil resolução. A ausência de acordos internacionais pode prolongar o afastamento familiar por anos.
Especialistas apontam que a mobilização pública, a pressão diplomática e o uso de ferramentas legais são essenciais para avançar nesses casos.
Mobilização e esperança
A oferta de recompensa representa uma nova estratégia para tentar localizar o menino e reacende a esperança da família após três anos de buscas.
O caso evidencia os desafios enfrentados por mães e pais em disputas internacionais e reforça a necessidade de mecanismos globais mais eficazes de proteção à infância.
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