Lucas Santos, de 16 anos, foi encontrado morto na segunda-feira, dia 4 de março de 2019, após ficar desaparecido desde sábado, dia 2, quando foi para o carnaval na praça de Cabuçu, em Nova Iguaçu.

Testemunhas disseram que viram um suspeito arrastando Lucas para dentro de um carro após agredi-lo. Diante desta informações, familiares foram para as redes sociais pedirem ajuda. Lucas foi encontrado dentro de uma casa localizada na Rua Olinda, também em Cabuçu. Segundo informações do programa da TV Globo, “Bom Dia Rio”, a família do jovem disse que o corpo de Lucas estava com marcas de queimaduras e com várias lesões que, aparentemente, teriam sido feitas por golpes de machado.

Em uma rede social, uma amiga declarou: “Lucas era um menino de ouro, o que fizeram com ele foi pura inveja, não arrumava briga com ninguém, menino respeitador, um garoto que tinha um futuro promissor, hoje quem chora somos nós, amigos e familiares, mas este assassino irá pagar. A Justiça não falha”.

Na 56ª DP, de Comendador Soares, a amiga de Lucas prestou depoimento e disse que estava sofrendo ameaças do ex-namorado Jonny Silva, ele não aceitava o fim do relacionamento. A menina abriu uma ocorrência contra o rapaz que, mais tarde, se apresentou e negou todas as acusações. Após prestar esclarecimentos, ele foi liberado por falta de provas.

O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, em Belford Roxo. De acordo com a Polícia Civil, foi aberto um inquérito para apurar a ocorrrência. As circunstâncias da morte estão sendo investigadas, e as diligências estão em andamento.

De acordo com Vanessa Torres, mãe do adolescente, Lucas foi acompanhar uma amiga ao banheiro durante um bloco de rua, quando o ex-namorado dela o segurou pelo braço e o arrastou do local. Depois disso, o jovem não foi mais visto.

Segundo familiares, Lucas, que tinha 16 anos, foi levado como refém para atrair um amigo dele até o local. O suspeito pelo crime estaria com ciúme da relação entre a ex-namorada e o amigo de Lucas. “Ele fez o Lucas gravar dois áudios mandando o colega dele voltar para o bloco”, contou o primo da vítima, Eduardo Bernardo.

A versão da família de Lucas é corroborada pelo pai da ex-namorada do suspeito pelo crime, que preferiu não ser identificado. Segundo ele, a jovem, que também é menor de idade, manteve um relacionamento de um mês com o suspeito e, desde o término, vinha sendo perseguida por ele.

Johnny da Silva Gomes, 28 anos, autor da tortura e morte de Lucas Torres dos Santos, de 16, se entregou na 52ª DP (Nova Iguaçu), ele já tem passagem por crime análogo a roubo, cometido quando ele adolescente.

Sepultamento

Lucas foi sepultado às 11h desta no cemitério municipal de Nova Iguaçu. Na quarta-feira, dia 06 de março de 2019,

Familiares e amigos de Lucas fizeram uma manifestação pela manhã pedindo justiça. Na epóca a tia do menino, de prenome Regina, disse esperar que o rapaz que o teria levado da festa seja preso: “Ele matou nosso menino de forma cruel, fez muita maldade. Eu vi o corpo de Lucas e não o reconheci. Queremos justiça”.

Justiça condena três por assassinato de Lucas Torres em Nova Iguaçu em 2024

A Justiça condenou três dos quatro acusados pelo assassinato de Lucas Torres dos Santos, de 16 anos, morto em 2019, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A decisão saiu no Tribunal do Júri, após atuação do Ministério Público do Rio de Janeiro junto à 4ª Vara Criminal do município.

Hugo da Conceição Guedes, Everson Loyola da Conceição e Josué Lopes de Oliveira Junior receberam pena de 19 anos e 3 meses de prisão. O quarto denunciado, Johnny da Silva Gomes, não foi julgado porque está desaparecido.

O que a denúncia diz sobre o crime

Segundo a denúncia, Lucas foi morto por ser amigo do então namorado da ex-companheira de Johnny. O grupo estava em uma festa quando houve uma confusão com o amigo de Lucas, que conseguiu sair do local.

Mais tarde, os denunciados teriam retornado à festa e encontrado Lucas. Ele teria sido imobilizado com uma “gravata” e pressionado a fazer com que o amigo voltasse. Como o amigo já estava em casa e Lucas não teria como trazê-lo, a decisão do grupo teria sido matar o adolescente.

Ainda conforme a acusação, Lucas foi levado a um imóvel abandonado e agredido com um pedaço de madeira. Ao final, Josué teria desferido um golpe de machado. Depois, o corpo teria sido incendiado e só foi localizado dois dias depois.

Ao fixar a pena, o juízo concedeu aos condenados o direito de recorrer em liberdade. O Ministério Público recorreu dessa decisão e também pediu aumento das penas.

O desaparecimento de um dos denunciados mantém uma parte do caso sem desfecho. Se localizado, ele ainda poderá ser submetido a julgamento.

O julgamento evidencia a gravidade de homicídios cometidos por motivo considerado banal e por dinâmica de “acerto de contas” e intimidação. Também expõe como a violência letal na Baixada Fluminense atinge adolescentes e famílias inteiras, deixando marcas duradouras e a sensação de insegurança comunitária.

O andamento do recurso e a localização do denunciado desaparecido serão pontos centrais para a conclusão do caso.

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