Após o nascimento de um bebê, é comum que a placenta e o sangue do cordão umbilical sejam descartados. No entanto, esse material contém um recurso valioso: células-tronco hematopoéticas, responsáveis pela formação das células do sangue — como hemácias, leucócitos e plaquetas — fundamentais para o sucesso de transplantes de medula óssea.

Tradicionalmente, esses transplantes dependem da doação de medula óssea totalmente compatível com o receptor, o que representa um desafio: mesmo entre familiares, é difícil encontrar um doador 100% compatível. Já o sangue do cordão umbilical oferece uma alternativa mais acessível e com menor risco de rejeição, tornando-se, nos últimos anos, uma fonte segura e eficaz para obtenção dessas células.

Doação voluntária e segura

A doação do sangue do cordão é voluntária e pode ser feita para um banco público, onde o material fica disponível para qualquer paciente compatível, ou como doação familiar direcionada, quando há um possível receptor conhecido. A decisão de doar parte da mãe do bebê, que deve manifestar essa vontade no momento da internação para o parto.

Durante essa etapa, é realizada uma entrevista clínica com os pais, avaliando o histórico de saúde da família para garantir a aptidão da doadora. A coleta do sangue é feita após o parto, enquanto o bebê está sendo cuidado pelo pediatra, e não interfere no trabalho de parto, nem traz riscos à mãe ou ao recém-nascido.

Rigor científico e segurança

Antes de ser congelado por criopreservação, o material passa por testes para doenças infecciosas, avaliação de viabilidade celular e compatibilidade HLA, fundamental nos transplantes. Também é feita coleta de sangue da mãe para investigar doenças como sífilis, HIV, hepatites e Chagas.

Todo o processo é conduzido com critérios científicos rigorosos, assegurando que o material doado esteja pronto para ser utilizado com segurança em transplantes.

Uma doação que salva vidas

A doação de sangue do cordão umbilical foi reconhecida oficialmente com a Lei nº 13.309/2016, que instituiu uma data comemorativa nacional para promover essa ação de grande impacto social. Ao invés de ser descartado, esse material pode representar a única chance de cura para pacientes com doenças graves, como leucemias, linfomas e outras síndromes hematológicas.

ComuniSaúde e o impacto nas favelas

ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento.

ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br

Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro

Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFFUENFUFRJUERJPUCRJSBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável.ComuniSaúde ComCausa Fiocruz

Leia também

Fale conosco! | Nos conheça

Projeto Comunicando ComCausa

Portal C3 | Instagram C3 Oficial

______________________

Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com

Pix ComCausa

______________________

Compartilhe: