O desaparecimento da idosa Nair Rotundário Braga, de 76 anos, registrado no dia 17 de julho de 2025, em Queimados, Baixada Fluminense, chega ao 18º dia sem avanços concretos na investigação. Familiares afirmam enfrentar dificuldades e apontam falhas na atuação das autoridades responsáveis pelo caso. A ComCausa Defesa da Vida, por meio do Acolher: Desaparecidos, está acompanhando o caso, oferecendo suporte à família e buscando articulação institucional por respostas.

No dia do desaparecimento, câmeras de segurança registraram Nair em frente à sua residência. Na manhã seguinte, a filha, Grace Rotundário Braga de Assis, encontrou a casa trancada por fora, com luzes acesas, uma torneira aberta no banheiro e um tablet ainda carregando — sinais de que a saída foi abrupta ou forçada. Diante da ausência de notícias, os filhos iniciaram buscas por conta própria, visitando igrejas e outros locais frequentados pela idosa. Um pastor confirmou que ela não compareceu aos cultos na semana do desaparecimento.

O boletim de ocorrência foi registrado na 55ª DP de Queimados sob o número 055-04120/2025, tendo como responsável pela apuração a policial Nata Oliveira da Silva. O caso também foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que possui um setor especializado em desaparecimentos. No entanto, segundo a família, pouco progresso foi alcançado até o momento.

Segundo a filha, Grace Assis, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) informou que, até o momento, a Prefeitura de Queimados não disponibilizou as imagens das câmeras de segurança da rua onde Nair foi vista pela última vez. A família considera essa demora uma grave omissão, ressaltando que registros visuais são fundamentais nas primeiras horas e dias de uma investigação.

Diante da situação, a ComCausa enviará um ofício à Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SEMUSOP), solicitando a brevidade da liberação das imagens. O documento é direcionado ao secretário Felipe Soares Laureano.

Violação de direitos humanos e omissão institucional

O desaparecimento de uma pessoa, especialmente em situação de vulnerabilidade, deve ser tratado como uma violação de direitos humanos. A não liberação de imagens públicas — como as das câmeras da prefeitura — agrava ainda mais essa violação. A morosidade no fornecimento de informações que podem ser vitais para a localização de Nair reforça um padrão de negligência que atinge principalmente mulheres, crianças, idosos e moradores de periferias.

A família segue contando com o apoio de amigos, vizinhos, instituições religiosas e organizações de direitos humanos. Mas a resposta que deveria partir do poder público — especialmente das esferas municipais e estaduais — permanece aquém do necessário. O caso de Nair Braga é mais um exemplo doloroso de como o Estado brasileiro ainda falha em proteger seus cidadãos, especialmente os mais vulneráveis.

A luta coletiva contra o silêncio

Foi justamente em meio a cenários como este que nasceu o projeto Acolher: Desaparecidos, uma iniciativa construída a partir da dor compartilhada entre familiares de pessoas desaparecidas e que conta com o apoio direto da ComCausa Defesa da Vida. O projeto surgiu como resposta ao descaso histórico com o desaparecimento de pessoas no Brasil, especialmente entre crianças, adolescentes, mulheres e idosos. A proposta é romper o ciclo de silêncio e invisibilidade que marca historicamente esses casos, transformando a dor em mobilização por justiça, memória e verdade. Em vez de silenciar, o projeto busca dar voz às famílias e garantir que ninguém enfrente esse tipo de sofrimento sozinho.

No caso de Nair, o Acolher tem atuado na divulgação do desaparecimento, na conexão com redes territoriais da Baixada Fluminense, no acompanhamento direto com a DHBF e na articulação de apoio público e institucional à família. A presença da ComCausa no caso reforça que o desaparecimento de uma pessoa é, acima de tudo, uma violação de direitos humanos, que exige resposta imediata e estruturada do Estado e da sociedade.

Resumo da Ocorrência – Registro Nº 055-04120/2025
• Delegacia: 55ª DP – Queimados
• Data de registro: 19/07/2025, às 11h33
• Investigadora responsável: Nata Oliveira da Silva
• Descrição da cena: Casa trancada por fora, torneira do banheiro aberta, luzes acesas, tablet carregando, sem sinais de arrombamento
• Data provável do desaparecimento: 17/07/2025
• Perfil da vítima: Mulher, 76 anos, branca, magra, baixa estatura, cabelos loiros, uso contínuo de medicação controlada

Contatos para informações
• Filha – Grace Braga: (21) 97753-8245
• Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF):
WhatsApp: (21) 98596-7220 / 98596-7146
• Instagram Oficial da DHBF: @dhbf_delegacia_homicidios

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